O custo dos exames de DNA, que pode chegar a
R$ 12 mil, distancia a maioria dos brasileiros
deste tipo de procedimento. Entretanto, a partir
de abril os planos de saúde terão
de oferecer este tipo de exame, que podem revelar
doenças géneticas, segundo a Agência
Nacional de Saúde (ANS).
Entretanto, a obrigatoriedade dos planos de saúde
se restringe a dez tipos de exame de DNA. Os
demais dependerão de análise caso
a caso - como o teste que pode revelar a fibrose
cística, doença que afeta o pulmão.
Além da fibrose cística, outras 1,2
mil doenças genéticas só poderão
ser identificadas depois que outras possiblidades
de diagnóstico forem esgotadas. Além
disso, os testes terão que ser solicitados
por um geneticista.
Segundo a sociedade de medicina genética,
no Brasil, eles são poucos. São
110 especialistas em todo o país, sendo
apenas sete no Centro-Oeste, oito no Nordeste
e 95 concentrados nas regiões Sudeste
e Sul.
A Associação Médica Brasileira
(AMB) também é contra as exigências.
O entendimento é que isso vai fazer com
que as doenças sejam diagnosticadas tardiamente,
fazendo o tratamento mais complexo e mais caro
para o sistema de saúde.
A ANS divulgou uma nota que afirma que nenhuma
doença genética ficou de fora do
novo rol de procedimentos. E que as precauções
são necessárias para evitar que
um exame de análise de DNA tenha uma utilização
inadequada.
Quanto ao número de geneticistas no país,
a ANS afirma que é semelhante ao de diversas
outras especialidades médicas.